quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Porque é que as praxes são a coisa mais estúpida de todos os tempos

"(...) a alegada praxe a que a aluna do primeiro ano do curso de Biologia e os seus colegas foram submetidos consistia em enterrar os jovens na areia, na horizontal e próximos da água, ficando só com a cabeça de fora, enquanto lhes eram dadas, à boca, bebidas alcoólicas."
notícia daqui

Depois admirem-se que morram pessoas, está bem?

(Já agora fica aqui prometido um texto sobre este assunto.)

8 comentários:

  1. Estou a ser praxada e sobre isto tenho apenas uma opinião: há praxantes muito estúpidos e isto até vai contra algumas coisas que estão no código da praxe!
    Todos os meus praxantes são super compreensivos e preocupados. Não há uma hora em que não perguntem quem precisa de comer, beber água, ir ao wc, aquecer, por aí em diante. Na minha universidade, as praxes são muito diferentes de curso para curso, porém, se no meu caso me tivessem calhado praxantes canalhas, como esses, eu tinha desistido logo no primeiro dia! Até agora não tive problemas, por isso é que não sou contra as praxes em geral. Só mesmo contra estes casos absurdos e ridículos.

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    1. Eu tenho esta tendência para generalizar, porque nunca conheci casos de praxes realmente integrantes e que não sejam humilhantes. Mas ainda bem que estás a ter uma boa experiência! :) Nunca faças nada que não queiras e não cedas a pressões só por outras pessoas acharem que têm mais poder do que tu.

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    2. Por acaso, os meus doutores nunca exigiram de nós coisas parvas ou más, porém, já soube de doutores que exigiram e que aceitaram o não do caloiro. Mas, como tudo, depende da academia e do curso. Porém, compreendo a tua opinião!

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  2. Acho estas praxes abusivas um nojo..
    Eu adorei as minhas praxes. Não tiveram nada a ver com estas parvoíces que se ouvem falar de vez em quando!
    fizeram-nos socializar com os outros caloiros do curso (que depois foi com quem eu me passei a dar por vários anos durante o curso), e todas as brincadeiras foram muito engraçadas.
    e quem não queria, não fazia. lembro-me de uma rapariga que recusou fazer algumas coisas, e não foi por isso que ficou de parte. todos se deram com ela e esteve sempre super enturmada.
    isto talvez porque no meu curso, e naquele dia das praxes, éramos só 5 raparigas para uns 30 rapazes (curso de engenharia já se sabe) e as brincadeiras eram muito giras!
    Nos dias seguintes, fomos conhecendo o resto dos alunos (e alunas) do nosso curso e não houve nada abusivo nem perigoso, como agora se ouve tanto falar :/
    É isto, contra as minhas praxes não tenho mesmo nada a dizer de negativo. E acho que quando elas são bem feitas, pode ser excelente para os novos alunos perderem o receio inicial e ficarem a conhecer os colegas, mesmo os mais velhos :)

    um beijinho*
    Dreams and Lemonade

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  3. Tenho a mesma opinião que a Inês e a Alforreca! No meu curso o pessoal era todo preocupado, se tínhamos fome, sede, se eramos alérgico a alguma coisa, e inclusive (o meu curso era á noite) se no dia seguinte tínhamos que ir trabalhar! Sei que não sou boa a comunicar em publicoe depois das praxes, falei para mais de 100 pessoas na boinha. É um bom exercício ;)

    beijinhos

    http://naodanomenenhumporra.blogspot.pt/2015/09/desejo-vao.html#comment-form

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  4. é preciso saber que há de tudo e que ninguém nestas histórias é inocente! Hoje em dia sabemos dos perigos, e temos que ter noção que há limites! Os caloiros e os doutores são maiores de idade e por isso podem sempre negar a fazer algo que não acham correcto/perigoso! O mal de muitos é quererem fazer-se mais que os colegas e depois estas brincadeiras acabam mal!
    Mas dizer que as praxes são a coisa mais estúpida de todos os tempos nisso não concordo! Porque há sempre pessoas que abusam mas também há sempre aquelas que se deixam levar!!!

    Eu nunca aderi às praxes, mas assisti de perto ao que elas são! E vi também que quando os doutores exigiam algo perigoso as pessoas tinham sempre direito a negar!

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    1. O problema é que nem toda a gente tem a confiança e o à-vontade para dizer que não. Muitas pessoas são influenciáveis e têm medo do que os outros possam pensar. Eu nunca faria nada que não quisesse, mas não podemos pensar só em nós e nem toda a gente tem essa coragem. Eu já assisti a muitas praxes e já ouvi muita coisa mesmo, sei que nem tudo é assim tão linear e existem demasiadas coisas a correr mal. Só por isso acho que é uma coisa que não devia existir.

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  5. Volta este tema à baila... eu tenho sentimentos contraditórios. Adorei ser praxada no meu tempo. Não houve abusos, foi divertido, conheci pessoas... e depois há estes exemplos estúpidos! É estúpido quem propõe uma praxe destas e quem se submete (sim, nenhum caloiro pode ser obrigado a nada!). Enfim...

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