quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O Pintassilgo

Quando andava diariamente de transportes públicos fartava-me de ler, andava mais de 2h por dia entre comboios e metros e devorava livros à velocidade da luz. Mas agora há quase um ano que, praticamente, não ando de transportes públicos e tenho lido muito menos - uma pena. Por isso, estou apostada em voltar a essa bela rotina e a ler todos os livros que continuam à minha espera na prateleira. Comecei então a ler O Pintassilgo, de Donna Tartt, que comprei já há vários meses com um óptimo desconto numa loja da Baixa. Não sei bem o que me chamou à atenção no livro, mas só o facto de ter nome de pássaro era suficiente para eu me interessar por ele. Adoro pássaros, esses bichinhos voadores encantam-me de uma maneira que nem sei explicar. Não gosto de tê-los em gaiolas, isso não, exactamente por gostar tanto deles. E tenho uma andorinha tatuada na parte de trás do pescoço por isso mesmo. Ainda não li muito do livro, mas já consegui perceber o porquê do título e da capa. Na capa aparece uma pintura de Carel Fabritius, um pintor holandês morto no desastre de Delft, quando uma fábrica de pólvora explodiu destruindo quase todas as suas pinturas e roubando-lhe a vida. Uma das pinturas que sobreviveu está representada na capa (e outra vez lá dentro) e nela figura um pintassilgo acorrentado. A pintura é linda, linda, linda. Não sei porquê nem sei explicar, mas é.

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