sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Eu, desorientada, me confesso

Se há um defeito que tenho e que me irrita é o facto de ser tão desorientada. Sou uma nódoa no que toca a caminhos, a nortes, estes e oestes, a direitas e esquerdas. Sou verdadeiramente uma desgraça. Para terem uma noção mais precisa, quando fui à República Checa tinha que fazer um pequeno caminho a pé todos os dias, ida a volta, e lembro-me perfeitamente que só o consegui decorar nos últimos dias. Agora que conduzo o que me tem salvado é o GPS do iPhone que, não sendo grande coisa, ajuda quanto basta. O problema é que eu gosto de ouvir música e não me apetece passar a vida no carro com aquela vozinha "vire à direita", "saia na segunda saída", etc. Por esta e muitas outras razões (tipo, ser uma pessoa normal) eu tento com grande esforço decorar todos os caminhos que tenho de fazer diariamente. O problema? Para além de já ter dito que sou completamente desnorteada, o outro grande problema é que o GPS manda-me cada dia por um caminho diferente. Todos os dias existe um novo mundo para ver e novas estradas para conhecer. Isto porque, consoante o trânsito, o bicho calcula rapidamente um novo e lindo caminho por onde fugir aos milhões de carros que habitam este planeta. Pois. É muito giro e simpático até, mas e decorar? É que se eu nem um consigo, quanto mais vinte.

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