segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O perigo de não ter nada a perder

Disse Johann Goethe, há mais de um século, que “perigoso é aquele que não tem nada a perder”. E como tinha razão.

É difícil assumir que não se tem nada a perder, egoísta até, mas há alturas em que perdemos tanto que sentimos que não há mais nada que nos possam levar. Ou, pelo menos, deixamos de nos importar com isso. E sim, isso é perigoso. Não ter nada a perder leva-nos a deixar de pensar nas consequências dos nossos actos. Não queremos saber, deixamos de nos preocupar com coisas que até então eram importantes para nós. Queremos lá saber o que pensam as pessoas de nós, do que fazemos, do que queremos. Ou até se vamos magoar alguém com o que estamos a dizer ou a fazer. Diria até que nos leva a deixar de preocupar com nós próprios, provavelmente mais do que devíamos. Mas este sentimento é também incrivelmente libertador. A liberdade de não ter que pensar em cada consequência daquilo que fazemos e dizemos é impagável. Viver com a liberdade de não fazer planos, não dar satisfações a ninguém e não ligar minimamente à opinião dos outros. É incrível, mas sim, Goethe tinha razão, é também potencialmente perigoso. Só que eu, claro, estou-me nas tintas para isso.

domingo, 14 de janeiro de 2018

No meu iPod #139


Always in search of the verse that I haven't spit yet
Will this step just be another misstep

sábado, 13 de janeiro de 2018

A caminho da Meia Maratona

Vou começar por admitir que não tenho a certeza que consiga voltar a correr uma Meia Maratona (apesar de estar inscrita para o fazer já no próximo dia 11 de Março). Corri pela primeira vez os 21,1km há mais de um ano e meio, em Aveiro, e, apesar de ter sido difícil, consegui chegar ao fim sem grandes dificuldades. Mas passaram muitos meses e aconteceu muita coisa. O meu corpo está diferente, deixei de ir ao ginásio em Agosto e há quase 4 meses que não corria. Esperei o tempo certo para poder voltar a fazer exercício depois de tudo o que aconteceu e, na quinta-feira passada, fui correr. Sem objectivos ou quilómetros a cumprir. Queria apenas ver como me sentia e se conseguia correr sequer 1km sem cair para o lado. E consegui! Juro que fiquei surpreendida pela facilidade com que corri 8km sem parar. Fui ao meu ritmo (de lesma) e durante quase 1h corri, sem grandes dores ou vontade de parar. E senti que conseguia correr ainda mais não fosse o facto de estar cheia de fome. Talvez tenha sido só a adrenalina de voltar a correr passado tanto tempo ou este tempo frio que obriga a correr para me aquecer  não sei. Só sei que é para repetir muito em breve, para ver se consigo finalmente correr uma Meia Maratona na minha cidade preferida.

Planos para o fim-de-semana


  • Estar com a família
  • Acordar tarde: hoje já falhei porque acordei antes das 10h
  • Ler
  • Escrever
  • Ver séries: estou de momento a ver Pretty Little Liars e Stranger Things
  • Passear com a Maisie

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Sobre o último post

Obrigada a todos (todas?) pelos comentários. Tenho que ser honesta e admitir que não estava nada à espera — tenho sempre ideia que sou lida por uma ou duas pessoas, se tanto, principalmente depois de ter estado tanto tempo ausente. Queria muito responder a todos os comentários, mas às tantas as palavras não chegam e sinto que já me estou a repetir. Por isso, deixo aqui o meu enorme agradecimento por tanto apoio, força e palavras tão queridas. E também por terem partilhado comigo as vossas histórias. Não vou dizer que partilhar o que aconteceu comigo me ajudou de alguma forma, porque é muito cedo para perceber isso, no entanto foi bastante libertador — e isso, parecendo que não, é uma enorme ajuda quando temos algo escondido dentro de nós há tanto tempo.

Podem contar sempre comigo se quiserem partilhar as vossas histórias, dúvidas, o que seja. Eu provavelmente vou continuar a querer escrever sobre o assunto, libertando cada uma das minhas dores até deixarem de existir.